sábado, 20 de junho de 2009

DEMAGOGIA

NÃO É NUNCA DIFERENTE: ao se aproximar um ano de eleições (como 210, por exemplo), começam a aparecer nas cidades, em tudo o quanto é reduto de festas, comemorações, reuniões, protestos, passeatas e tudo o mais os POLÍTICOS que pretendem ser candidatos pela primeira vez, ou aqueles que tentarão a reeleição, em especial os políticos "profissionais", isto é, vivem só da política.
Nos seus discursos demagógicos prometem fazer, desculpam-se por não terem feito o que prometeram na eleição passada, colocam a culpa uns nos outros, e por aí vai o rosário a ser desfiado contando lorotas a enganarem o eleitor. Isso se repete. Não tem jeito. É da cultura do próprio povo: vota, critica por tere sido lesado, pois os políticos prometeram e nada fizeram e, lá estão eles novamente, prometendo, se desculpando e tornando a fazer promessas que também não serão cumpridas.

CASO os políticos cumprissem com exatidão o que prometeram, o mundo seria outro. Pelo emnos a minha cidade seria o pasaíso. Mas tudo não passa de engodo, armação de politicagem mesmo, no lugar de política séria, ética e sincera que, de fato, rege o mundo e a vida dos cidadãos. Pois nós sabemos que tudo gira em torno da política, desde se fincar um paralelepípedo numa rua até o lançamento de uma ogiba nuclear. Sem força política nada sai do lugar, nada se move, nenhum ato, nenhum feito.

ATUALMENTE, 2009, ANO QUE ANTECEDE MAIS ELEIÇÕES PARA DEPUTADOS ESTADUAIS, FEDERAIS, SENENDOR, GOVERNADOR E PRESIDENTE, começam a aparecerem os demagogos, os "zé promessas" que novamente, enganando, ganham os votos para mais uma frustração, críticas e tudo voltar ao que era antes. Ano que antecede aleição e no dito cujo, ano da eleição, começam a fazer estradas, prédios, saneamento, isso e aquilo para, passado o embate eletivo, paralisarem tudo alegando falta de verba, a espera de nova eleição e recomeçarem.

É a demagogia barata que ainda funciona. Às vezes, não dá certo o laço, mas em sua grande maioria é assim que acontece: promete, ganha, esquece para lembrar quatro anos depois e tudo ter, novamente, seu recomeço.

Eu Não Suporto Mais Isso mas é isso mesmo que novamente está a contecer em todo o país.

terça-feira, 16 de junho de 2009

NADA DE NOVO NO FRONT

O MUNDO continua o mesmo: mortes, violência, fome para muitos, bem-estar para poucos. Nada muda. Tudo se ajusta para continuar como era antes.
Já fiz um comentário, outro dia, sobre o negócio rendoso da "crise econômica". Vejam que ela é cíclica, nunca se acaba definitivamente. Por que? Porque os que se dão bem com ela não querem que ela acabe.
Quando surge a propaganda de uma crise econômica, a grande imprensa, que é sustentada pelos que dão oriegem à crise, vai logo preparando os espíritos para recessão, desemprego, juros, desvalorização, bolsas que caem... O que diabo nós, o povão em geral, que não participa dessas mil e uma estripolias, tem a ver com isso? Nada! Mas no dizer dela, a grande imprensa, tem tudo a ver.
Por isso eu digo que a onda vai continuar. Daqui uns cinco anos tudo serão mil maravilhas. Depois, com mais um tempinho, lá vem a crise: quebra um banco, quebra um país, quebram indústrias, tudo planejado para eles fazerem um novo ajuste e poucos saírem ganhando e milhões e milhões de pessoas saírem perdendo com desemprego, falta de dinheiro, de moradia, de água, de energia, para que tudo tenha um novo começo.
Essas crises são cíclicas. Jamais se acabarão. Pode esperar outra, por mais que os governos sérios se esforcem para controlálas hoje e no futuro, sempre eles - os que gnham com a crise - encontrarão um jeito de provocá-las. Não há como fugir disso, a não ser que haja um movimento global da população e ela mesma, a população, dite as regras. Do contrário, é o mesmo que chover no molhado: nada feito.

domingo, 14 de junho de 2009

LIVRO

ESTOU PUBLICANDO, pelo Clube de Autores, meu livro intitulado "O Cendal". Romance com mais de 200 páginas que trata da história de um homem que passa por várias fases da vida: desde a quase indigência até transformar-se em herói resgatando uma jovem, no reino da Távola Redonda - com a ajuda de Merlim-, e, finalmente, parando numa tribo de índios civilizados. Para obter a obra, basta entrar no site www.clubedeautores.com.br e pedir o livro. Não se arrependerá. O romance é emocionante, bem humorado e trás episódios que são verdadeiras surpresas bem originais e mistérios inimagináveis.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ROMANCE


AVENTURAS DO MENINO DANTA E SEU AMIGO GUERRA


Nota: A partir de hoje, em capítulos, estarei publicando uma história divertida e emocionante de dois garotos que habitaram essas paragens. Peço desculpas pelos erros que por ventura vier a praticar, mesmo sabendo que, futuramente, haverei de corrigi-los.
PALAVRAS INICIAIS
NA METADE do século XX, mais ou menos, passou-se essa história extraordinária de dois amigos inseparáveis.
Dois meninos espertos, vivos, brincalhões e aventureiros. Todos os dias, que chovesse ou fizesse sol, lá iam eles, embornal de pano entrançado nas costas, baladeira nas mãos e, na funda da arma de brinquedo de matar passarinhos, uma pedra feita com lama preta apanhada à beira da lagoa: a lama era burilada com as mãos, formando uma bolinha miúda, e depois colocada ao sol para secar. Em seguida fazia-se outra bolinha, mais uma, dezenas de bolinhas que se transformavam em balas mortíferas.
Banhos na lagoa, canga-pé, soltos e irresponsáveis, donos dos próprios narizes, os dois, a fazerem estripulias nesse mundão que era a pequena cidade chamada de Verdejante.
Verdejante era um cenário favorável para os folguedos e diabruras inventadas pelos dois amigos: uma serra repleta de árvores seculares, rochedos e grutas milenares e animais de muitas espécies; um vale muito verde onde se plantava de tudo, desde hortaliças às frutas regionais: manga, laranja, goiaba, limão, melancia, mamão, pinha e, ainda, os terrenos alagados adequados ao cultivo do arroz.
Do outro lado da cidade, zona oeste, eram os tabuleiros, terrenos com muita areia próprios para o feijão, o milho, o algodão e o caju, revestidos por grandes áreas de mata rala característica pelas capoeiras de marmeleiro, junco, mofumbo, além das plantas resistentes às intempéries como o juazeiro, a oiticica e a carnaúba.
Mas o que encantava mesmo aos dois aventureiros, e à meninada do lugar, era a lagoa. Peixes, margeada por vazantes que alimentavam muitas famílias. Ali cultivavam a batata, a macaxeira, o jerimum, o tomate, e, com destaque, o arroz, donde surgiu a profissão dos “espantadores de passarinhos”, isto é, passava-se o dia vigiando o arrozal espantando as aves que vinham em busca de comida naquela verdura exuberante, aí os espantava puxando um cordão atada a uma lata com pedras que fazia um barulho capaz de mandarem aves famintas para longe.
À lagoa Danta e Guerra frenquentavam diariamente. Às vezes, com idas pela manhã e prla tarde, para banhos memoráveis e nados acrobáticos. Para eles, e para todos que a freqüentavam, era uma delícia.
A lagoa, ainda existe, pois possui três léguas de extensão, não seca nunca, mas os banhos estão proibidos, não somente por causa do banho em si, mas porque era em certos pontos de suas margens que as lavadeiras limpavam a roupa suja dos habitantes de Verdejante.
Uma pena. Os meninos d’agora só têm o direito de contemplar sua beleza, ou passear em botas e canoas. Nada de mergulhar em suas águas calmas e habitadas por peixes. Estes são fisgados por pescadores organizados e que obedecem a lei. Têm a sua associação e retiram da dadivosa lagoa o sustento dos seus familiares.
Na invernada os rios Umaria, afluente do Apodi, outro rio que nasce na serra de São Miguel e deságua no mar de Areia Branca, quando enchiam seus leitos respectivos, e ficavam de barreira e abarreira, para lá seguiam os garotos, vê quem atravessava em menos tempo suas águas correntes e caudalosas. Era uma festa, uma aventura nas águas dos rios que cortavam o município, e que traziam alento para os moradores do lugar, sinal que não faltaria água para os animais e, passado o inverno, as cacimbas e as barragens ficariam cheias, prontas para suportarem o verão inteiro.
Os dois meninos gostavam de diversão, descobrir novos recantos onde pudessem estar descontraídos, camisas abertas ao peito sem importarem com a escola, as obrigações da infância. A infância deles, como dos demais garotos que moravam em Verdejante, era o brinquedo, a passarinhada, o furte de frutas nos quintais alheios, e as mais de mil invencionices pelos arredores da cidade naqueles tempos ditosos.
Época que mais apreciavam era a das fogueiras: Santo Antônio, São João e São Pedro no mês de junho. Aí tinha o que ver. Balões subindo para o céu, fogos de lágrimas e foguetões explodindo no ar. Milho assado nas fogueiras em frente às residências. Barracas em redor da igreja matriz a venderem bolos, refrescos de abacaxi, cocadas e bonecos de açúcar, um sonho para a garotada inocente.
Danta e Guerra não perdiam uma noite de foguetão: disputavam à tapa, com outros peraltas, as tabocas que despencavam lá de cima, depois do estouro ensurdecedor, que anunciava o regozijo, a comemoração pela passagem daquele mês abençoado.
Curiosos, chegavam bem perto do feitor dos balões acendendo a bucha embebida com querosene, óleo diesel e sebo que fazia inflar o colorido balão e, uma vez cheio de gás, subia, subia e sumia do outro lado da lagoa. Mas o gostoso para eles, os meninos, era o balão que apresentasse um defeito, subir pouco e pegar fogo caindo no meio da praça. A gritaria era geral e eles corriam a acompanhar o fracasso daquele misterioso objeto que voava, como na estória de João e Maria que sumiram numa noite escura dentro de um. Outro instante de admiração e gozo dos pequenos, ouvir, em noites de lua, nas debulhas de feijão, a contadora de estórias de trancoso os encantar com João e Maria, O Pavão Misterioso, O Menino Que Não Tinha Medo de Nada, A Mula Sem Cabeça e tantas outras que aguçava a curiosidade da meninada.
Foi nesse cenário, nessas condições do interior do país que nasceram e cresceram os dois amigos: Guerra e Danta, a aprontarem os mais mirabolantes episódios que, apesar de inocentes, deram muito trabalho aos seus pais e vizinhos, a ponto de terem o direito do registro de tais acontecimentos nas páginas deste livro.
E tudo começou assim, numa manhã ensolarada...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

CURTAS

CAMPUS - A prefeita Gorete, volta de viagem e anuncia que será construido em Apodi um Campus Avançado da UERN. Teremos cursos diversos para os estudantes locais e da região. O Reitor, Nilton Marques, anunciou que o projeto está pronto, somente receber a doação do terreno, também imediatamente providenciado pela prefeita, para iniciar os trabalhos de construção. Espera-se, ainda este ano, o começo das obras. Quero dar os parabéns à prefeita pela estraordinária vitória!
UFERSA - Ficam aí criticando a administrção municipal porque Caraúbas ganhou o Campus da UFERSA. Ora, a disputa é legítima. Os políticos mais influentes trabalharam para aquela cidade ganhar o benefício. O que nos resta? Sabermos quais os políticos que não trabalharam por Apodi nessa questão, e darmos o trono na eleição. Ficam aí culpando Gorete e mais outras pessoas... Sozinha a prefeita não poderia obrar milagre. Eu pelo menos já sei em quem não votar nas eleições do ano vindouro, justamente por torcer por Caraúbas em detrimento de Apodi.
APLAUSO - Não ouvi os críticos de plantão elogiarem Gorete pela UFRN, quando ela doará, já, o terreno e o Campus será construído. Olha: há mais estudantes frequentando a Universidade Estadual, em Mossoró, do que à Ufersa. Claro que tudo é desenvolvimento para a nossa cidade, mas disputa é disputa. Quero parabenizar os caraubenses e aplaudir Gorete, prefeita de Apodi, por sua conquista. Criticar por criticar, tentanto ganhar voto é hipocrisia e demagogia. Vamos ser imparciais e independentes, não é verdade?
SEIS - Meses de administração os adversários querem que a atual administração seja mágica e, ou obre milagres! Paciência. Muitas reivindicações já foram atendidas. Voucitar o transporte da carne. Era uma vergonha, um trator se arrastava com um reboque feito de zinco, coberto de ferrugem e sujo. Transportes para a área da saúde e o pagamento em dia de funcionários e fornecedores, além da implantação do plano de cargos e salários, polêmico no passado, hoje uma realidade.
..........................................................................................................................................................................

terça-feira, 9 de junho de 2009

INFORMAÇÕES

* Inverno - Está afinando, mas, ao terminar, o deste ano terá sido um dos mais intesos dos últimos tempos. Contudo, segundo os agricultores moradores da zona rural, a safra de feijão, milho e algodão não será das maiores. Mas, para compensar, a safra de castanha vai ser superior a do ano passado, bem como a de mel.

* Avião - O meio de transporte mais seguro do mundo. Para se ter uma ideia, morre mais gente por picadas de abelhas, no Brasil, do que por acidente aéreo em todo o Planeta. O caso desse avião que caiu no mar, não fosse a tempestade ser mais forte do que nas outras noites e um pequeno defeito naquela máquina de voar, não teria havido acidente. Aliás, a investigação que se faz quando um avião cai, é direcionada para se descobrir por que aconteceu o acidente, e, a partir daquele momento, outro avião não será mais acidentado por aqueles defeitos detectados.

* Politicagem - O PSDB diz que não vai fazer política com a CPI da Petrobrás. Hipocrisia pura: já começou com sua propaganda na TV e no rádio. Ainda bem que o povo está vacinado contra as investidas sem futuro dos tucanos. Pergunto: Você já ouviu falar num projeto qualquer, que beneficie ao povo, de iniciativa do PSDB, lá no Congresso? Nunca! Eles votam e aprovam os projetos de iniciativa de outros parlamentares, de outros partidos. Agora, falar de Lula é todo o santo dia.

* Pauta - De Júri intensa. Começou dia 2 de junho e segue até o final do mês: 08 sessões do Tribunal do Júri. Prova de que a Juíza Adriana não está aqui para brincadeira. Disso que a Comarca de Apodi estava a precisar. Parabéns, doutora Adriana.

* Festa - Do padroeiro São João. Quanta saudade... Não há mais balão, nem fogueiras e as brincadeiras de compadre e comadre. Não tem mais foguetão. Nem o jogo de caipira de golinha, nem você vai encontrar aluá para encher a bexiga até estourar. Não se vê mais bonequinhos de açúcar, todos foram embora para a Bolívia. Sim, uma vez eu os vi, naquele país, os bonequinhos de açúcar fazendo a alegria das crianças de lá... Nunca mais o São João será o mesmo sem as barracas encarnada e a azul. A disputa e a vitória para aquela que arrecadasse mais, fizesse o leilão mais rendoso. Acabou-se. O que existes agora? Nada... Só muita saudade.

domingo, 7 de junho de 2009

EU PENSO

"I THINK" - escreveu o naturalista,
Com sua seleção natural,
A prova da vida original
Nas ilhas Galápagos, mundo hostil,
Darwin percorreu mares
E os mais inóspitos lugares,
Até parar aqui, no Brasil!
Sintetizou, em ação estóica,
A era proterozoica,
Apresentando, um feito à vista,
O reino monera das arqueobactérias,
Sempre buscando as matérias,
Estudando o reino protista,
Império dos protozoários e amebas.
Ajgas - Tu bem o averbas!
Confirmou na teoria evolutiva,
Passando para a paleozóica era,
Já com a presença de seres na ativa:
Pluricelulares, o surgir da primavera
Do estudo de animália e plantae,
Como reino dos fungos, esponjas,
Animais, plantas, sem desejar lisonjas
Por tão apropriado descobrir.
Plantas com sementes e com flor,
Planteimintos, cnidários, cor,
Os moluscos artrópodes, anelídeos
E equinodermos. Sem apelidos
Chegou aos vertebrados, condreictes,
- Sonda os confins sem limites -
Secunda o reino fungi, genético material,
Membrana, como bolores e cogumelos.
Lá vêm os crustáceos, ostectes,
Miriápodes, insetos, quelicerados
E tretápodes os mais visados.
Descreve a era mesozóica,
De todas a mais heróica,
Superiores plantas e animais mamíferos,
Répteis, marsupiais e placentários,
Os dinossauros lendários,
Extintos e das plantas monocotiledôneas,
Ecotiledôneas na mesma árvore filogenética!
Daqui surgiram os cetáceos,
Os edentados e os probocídeos.
Mamíferos! Luz que alumia!
Chega a era cenozóica, o processo
De evolução do homem se dá
Então, depois dos roedores, nas datas,
Antiodáctilos, os famosos primatas!
Macacos - Perissodáctios, carnívoros,
E das aves a mais bela: o tucano
De espécies variadas, pois sim.
De lá vem o homem, enfim,
Pensador, astuto e consciente.
De todos os animais da terra
Que Darwun pesquisou, da serra
Ao fundo do mar, o mais inteligente.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx